O Hospital dos Servidores do Rio, um hospital de alta complexidade …

Washington Sorio

O Hospital dos Servidores do Rio, um hospital de alta complexidade na Zona Portuária, passou por uma transição de gestão em dezembro de 2025. A nova equipe encontrou registros em papel e falta de computadores.

Isso não é herança de décadas atrás. É o resultado de uma transferência institucional, do Ministério da Saúde para a Unirio, que não incluiu um plano de modernização operacional. Trocou-se o gestor sem trocar o método. O hospital mudou de mão, mas o processo ficou no mesmo lugar.

Quem paga esse custo não é o gestor que assinou o contrato. É o paciente que depende daquele prontuário para não repetir exame, para não receber medicamento errado, para não ser tratado como se fosse a primeira vez toda vez.

Em paralelo, o estado recebeu 50 especialistas pelo Programa Agora Tem Especialistas para reduzir filas no SUS. É uma medida concreta. Mas especialista sem sistema integrado é profissional trabalhando no escuro. Atende mais gente, mas sem o histórico clínico que tornaria cada atendimento mais preciso e mais eficiente.

Eu já conduzi transições em organizações com centenas de pessoas. O que aprendi é simples: quando você muda quem opera sem mudar como opera, o problema não some. Ele só troca de endereço.

Gestão pública de saúde não precisa de mais anúncio. Precisa de critério na execução, métrica de entrega e responsabilidade quando o processo falha.

O hospital que não tem computador em 2026 não é problema de tecnologia. É problema de prioridade.

Partido Novo | Rio de Janeiro

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo

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