O metro quadrado de aluguel em Copacabana passou de R$ 35 para R$ 7…

Washington Sorio

O metro quadrado de aluguel em Copacabana passou de R$ 35 para R$ 71 entre 2021 e 2026. Em Ipanema, de R$ 55 para R$ 115. No Leblon, de R$ 58 para R$ 119. Dados do G1 (reportagem de julho de 2026).

No mesmo período, a inflação acumulada ficou em 14,9%. O aluguel subiu 42,7% na média da cidade, segundo a mesma reportagem. A conta não fecha.

Esse dado revela um problema que vai além do mercado imobiliário. Revela ausência de política urbana com critério. Quando a oferta de moradia não cresce no ritmo da demanda, e quando o poder público não tem resposta estrutural para isso, o resultado é previsível: quem tem renda menor perde o endereço.

O trabalhador formal do Rio sente isso de forma direta. Segundo pesquisa da FGV Ibre divulgada em junho de 2026, a parcela de brasileiros que consegue pagar as contas essenciais com a renda do trabalho recuou de 72,4% em fevereiro para 69,1% em junho.

Isso não é paradoxo. É falha de gestão urbana acumulada. Licenciamento lento, oferta habitacional represada, ausência de dados públicos sobre o mercado de locação e nenhuma métrica clara de resultado para as políticas de moradia. O problema tem endereço. Falta quem assuma a responsabilidade de resolvê-lo com método.

Cidade cara não é sinal de prosperidade quando quem trabalha nela não consegue morar nela.

Passei 30 anos medindo resultado em ambientes onde dado sem ação é só relatório. O Rio tem os números. O que falta é gestão que leia esses números e entregue resposta concreta, não declaração de intenção.

Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
Propaganda eleitoral — CNPJ 68.306.820/0001-40

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