O ministro Fux disse recentemente que os escândalos de corrupção no…

Washington Sorio

O ministro Fux disse recentemente que os escândalos de corrupção no Brasil não estão concentrados no Rio de Janeiro.

Essa afirmação merece atenção.

Não porque defende o Rio. Mas porque revela algo que gestores sérios já sabem: o problema da corrupção no serviço público é sistêmico, não geográfico.

Quando um estado vira símbolo do problema, os outros relaxam a guarda.

E é exatamente aí que o dano se aprofunda.

A CGU apontou que transparência precisa ser consumível: dados estruturados, acessíveis, auditáveis por qualquer cidadão. Não relatórios que ninguém lê. Não portais que ninguém encontra.

Sem isso, a corrupção não precisa se esconder. Ela simplesmente se dilui.

Para o fluminense, isso tem consequência direta.

Cada real desviado em qualquer ponto do país é um real que não chegou ao hospital, à escola, à obra parada. O Rio já sabe o custo disso na pele.

O problema não é onde a corrupção acontece. É que ela continua acontecendo porque os dados públicos ainda não funcionam como ferramenta real de controle.

Transparência sem auditoria é decoração.

Minha convicção é simples: gestor que não aceita ser auditado não está gerindo, está escondendo. E isso vale para qualquer estado, qualquer partido, qualquer esfera de governo.

Não é sobre o Rio. É sobre o padrão que aceitamos para o dinheiro público.

Eu sou Washington Sorio, pré-candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro.

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