O MP abriu inquérito para investigar a cúpula do Iterj e políticos por suspeita de uso de obras públicas para promoção pessoal.
Isso tem nome técnico: desvio de finalidade. A obra existe, o recurso foi gasto, mas o objetivo real não era entregar serviço. Era construir imagem.
É uma das formas mais difíceis de detectar, porque o produto aparece. A estrada foi feita. A praça foi inaugurada. O problema está na intenção e na seleção: qual obra, onde, quando e com qual placa na frente.
Para o fluminense, o custo é duplo.
Primeiro, o recurso que deveria ir para onde a necessidade é maior vai para onde o retorno político é maior. Segundo, o ciclo se repete porque o controle só aparece depois, quando o inquérito é aberto, não antes, quando a decisão é tomada.
Controle que chega após a inauguração não evita o desvio. Registra.
Passei décadas em ambientes onde a alocação de recurso exige justificativa antes da execução, não depois. Onde a pergunta “por que aqui e não ali? ” precisa ter resposta documentada, auditável e independente de quem assina o projeto.
Gestão pública que não tem esse filtro não é gestão. É discricionariedade com orçamento alheio.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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