O presidente do STF afirmou, em maio de 2026, que crises viraram “paisagem permanente” nas democracias. É um diagnóstico preciso. E revela um problema que vai além da política.
Quando a crise vira rotina, a gestão para.
Não porque os gestores desaparecem. Mas porque a atenção vai para a disputa de narrativa, e o serviço público fica em segundo plano.
No Rio, isso tem endereço concreto.
É a UPA que não regula a tempo. É o ônibus que não passa no horário porque a concessão virou pauta política antes de virar solução operacional. É a obra parada enquanto se decide quem leva o crédito.
O cidadão não vive no debate. Vive no resultado.
E o resultado, quando a polarização consome toda a energia institucional, é sempre o mesmo: serviço mais lento, recurso mais disperso, prestação de contas mais rara.
Eu passei mais de 30 anos gerindo operações em ambientes de pressão, incerteza e mudança constante. Aprendi uma coisa simples: quando o ambiente é caótico, a resposta não é mais ruído. É mais método.
Meta clara. Execução rastreável. Cobrança de resultado.
Não é sobre esquerda ou direita. É sobre o que chega na ponta.
Polarização sem gestão é só barulho com custo público.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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