O problema mais caro da gestão pública não é o que o Estado faz mal. É o que ele deixa de fazer depois que já sabe o que precisa ser feito.
Existe um intervalo entre o diagnóstico e a ação. Esse intervalo tem custo. Tem nome. Tem endereço. E quase nunca aparece em nenhum relatório de desempenho.
Algumas gestões acumulam estudos, conferências e grupos de trabalho sobre o mesmo problema por anos. O dado está lá, publicado, auditado, citado em audiência pública. A fila cresce. A encosta cede. A escola não fica pronta. E o ciclo recomeça com um novo diagnóstico.
A pergunta que raramente se faz é simples: quanto tempo passou entre o momento em que o problema foi identificado e o momento em que a ação começou?
Esse intervalo é o verdadeiro índice de desempenho de uma gestão. Não o volume de recursos alocados. Não o número de programas lançados. O tempo entre saber e agir.
Quem já operou em ambiente onde decisão errada tem data e consequência sabe que diagnóstico sem prazo de resposta não é gestão. É documentação do problema.
O que não se mede não se cobra. O que não se cobra não muda.
A omissão com prazo vencido é tão custosa quanto o erro de execução.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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