O Rio de Janeiro ocupa a 17ª posição no Índice de Transparência e G…

Washington Sorio

O Rio de Janeiro ocupa a 17ª posição no Índice de Transparência e Governança Pública. Para um estado com o peso econômico e populacional que tem, esse número é uma falha de gestão, não uma curiosidade estatística.

Um debate realizado em junho de 2026 no Rio trouxe esse dado à tona com uma tese que merece atenção: transparência não é só ferramenta de combate à corrupção. É instrumento de eficiência. Quando o cidadão não consegue acompanhar o que o gestor faz, o gestor não precisa entregar.

Isso tem consequência direta na saúde pública.

Quando não há dados abertos sobre filas cirúrgicas, quando contratos com hospitais privados contratados pelo SUS não têm metas verificáveis, quando o fluxo de regulação é opaco, o resultado aparece na UPA lotada, na consulta que demora meses e na ação judicial que vira porta de acesso ao que deveria ser direito garantido por gestão.

Judicialização não é problema jurídico. É sintoma de um sistema que não regula, não informa e não entrega.

A 10ª Conferência Estadual de Saúde do RJ colocou na pauta financiamento, desigualdades territoriais e modelos de atenção. São discussões legítimas. Mas conferência não substitui painel de indicadores. Regimento aprovado não desobstrui fila.

O que muda a vida de quem espera por uma consulta especializada é um sistema com critério clínico de prioridade, regulação transparente e gestor que responde por resultado.

Passei 30 anos em ambientes onde decisão errada tem nome, data e consequência. Sei que operação que funciona não é a que tem mais recurso. É a que tem método, métrica e cobrança por entrega.

Gestão séria começa com dado aberto e termina com resultado verificável.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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