O Rio não tem uma única cidade entre as 200 melhores em qualidade de vida do Brasil.
O dado foi medido, publicado e, em grande parte, ignorado.
O Índice de Progresso Social de 2026 apontou a média nacional em 63,40 pontos. O estado do Rio ficou fora do grupo das 200 melhores cidades do país em qualidade de vida, apesar de concentrar uma das maiores economias regionais do Brasil.
Esse resultado revela um padrão que gestores conhecem: crescimento agregado que não chega ao território.
O Rio arrecada, movimenta e anuncia. Mas a qualidade de vida medida por saúde, educação, saneamento e segurança não acompanha.
O problema não é falta de recurso. É falta de método.
Para o morador da Zona Oeste que passa duas horas no ônibus para chegar ao trabalho, esse dado tem endereço. Para a família da Baixada que depende de uma UPA funcionando às 3h da manhã, também.
O estado que não aparece entre os 200 melhores do país em qualidade de vida não tem problema de narrativa. Tem problema de gestão.
Passei 30 anos medindo resultado em ambientes onde dado errado custa caro. Aprendi que indicador sem cobrança é decoração. Meta sem prazo é promessa.
O Rio precisa de gestão que meça o que é real e entregue sobre o que foi medido.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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