O Rio pagava R$ 490 milhões por mês à União. A partir de maio de 20…

Washington Sorio

O Rio pagava R$ 490 milhões por mês à União. A partir de maio de 2026, passa a pagar R$ 113 milhões.

A diferença, R$ 377 milhões mensais, é maior do que o orçamento anual de muitos municípios fluminenses.

A saída do Regime de Recuperação Fiscal e a adesão ao Propag mudam a aritmética do estado. O alívio é real. A pressão sobre o caixa cai de forma imediata.

Mas aqui está o ponto que a maioria ainda não está fazendo.

Folga orçamentária não vira serviço público automaticamente. Vira se houver gestão.

O Rio já viveu ciclos de receita ampliada, royalties, transferências federais, renegociações, e o resultado para quem usa hospital público, escola estadual ou transporte coletivo não acompanhou o volume de dinheiro que entrou.

A pergunta certa não é quanto o estado vai economizar. É o que vai ser feito com essa economia, com qual critério, com qual métrica de entrega e com qual nível de transparência.

Sem essas respostas, a notícia é boa para o balanço. Não necessariamente para o fluminense.

Gestão pública séria começa antes do gasto. Começa na decisão de para onde o dinheiro vai, por quê e como será medido o resultado.

Dinheiro disponível sem gestão competente é só um problema mais caro esperando para acontecer.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo

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