O Rio recebeu R$ 15 bilhões em royalties de petróleo no primeiro trimestre de 2026. Quarenta por cento desse valor não tem destino claro.
Isso não é abstração contábil: é dinheiro que já entrou no caixa do estado e, segundo o Tesouro Nacional, ainda não foi alocado em prioridades.
No mesmo período, a ALERJ aprovou uma emenda de R$ 2 bilhões para um “choque de emprego”. Especialistas ouvidos pelo O Globo questionaram a viabilidade da medida sem corte em privilégios do funcionalismo.
O estado que tem receita de royalties recorde e ainda assim não fecha a conta do emprego não tem problema de arrecadação. Tem problema de gestão.
Enquanto isso, a cesta básica no Rio custa R$ 850, 15% acima de São Paulo, segundo o Dieese. Famílias de baixa renda comprometem 55% da renda com alimentação e moradia. O salário mínimo real perdeu 4,5% de poder de compra.
O dinheiro existe. A execução, não.
Ao longo da minha carreira, aprendi que recurso sem destino definido não é riqueza. É risco. Quando se gere de verdade, cada real tem função, prazo e responsável.
O Rio não precisa de mais emendas. Precisa de quem saiba para onde o dinheiro vai antes de assinar qualquer papel.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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