O Rioprevidência aplicou R$ 118 milhões em fundos geridos por instituições financeiras não cadastradas na própria autarquia. Os aportes ocorreram entre 24 e 29 de dezembro de 2025, segundo o G1.
O TCE-RJ abriu prazo de 5 dias para o Rioprevidência explicar a operação. O motivo: os investimentos contrariaram uma resolução do Conselho Monetário Nacional e uma portaria do próprio fundo. O credenciamento prévio existe para reduzir a exposição do fundo a fraudes e má gestão. Sem ele, o fundo fica exposto sem filtro.
O timing agrava o quadro. Esses R$ 118 milhões foram aportados após ter vindo à tona o escândalo das aplicações de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master, instrumento classificado por especialistas como de alto risco. Ou seja, a lição não foi aprendida. O processo foi repetido.
Quem carrega esse risco não é o gestor que assinou a ordem. É o servidor público fluminense que contribuiu a vida inteira contando com essa aposentadoria.
Isso tem um nome técnico: falha de conformidade. E tem uma causa prática: ausência de controles internos que funcionem antes do dano, não depois.
Passei 30 anos em ambientes onde processo existe para proteger pessoas, não para ser contornado. Credenciamento prévio não é burocracia. É a linha que separa gestão de negligência.
Gestão séria de fundo previdenciário não começa na reunião de crise. Começa no ato de seguir a própria portaria.
Washington Sorio #WashingtonSorio
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