O Rioprevidência colocou em leilão um trecho milionário de ilha no Rio de Janeiro. E o clube instalado no local quer comprar o pedaço onde já está.
Essa situação, noticiada pelo Diário do Rio em agosto de 2026, revela um padrão que se repete na gestão do patrimônio público fluminense: o ativo existe, tem valor real, mas o processo de monetização nasce sem clareza sobre quem se beneficia, com quais critérios e sob qual governança.
O Rioprevidência foi criado para garantir o pagamento de aposentadorias de servidores do Estado do Rio. Quando um bem do fundo vai a leilão, a pergunta não é só quanto vale. É: quem fiscaliza a avaliação? Quem audita o processo? O resultado vai mesmo para o caixa do fundo ou se perde no caminho?
Patrimônio público leiloado sem governança clara não é privatização. É oportunidade para quem já está dentro.
Passei 30 anos gerindo operações que envolviam ativos, contratos e decisões com impacto direto sobre pessoas. O que aprendi é simples: processo sem critério técnico e sem prestação de contas não produz resultado. Produz favorecimento.
O servidor que contribuiu a vida inteira para a previdência estadual merece saber se o patrimônio do fundo está sendo gerido para pagar sua aposentadoria ou para resolver o problema de quem ocupa o terreno.
Gestão séria de patrimônio público começa com uma pergunta que ninguém está fazendo em voz alta: a quem esse leilão serve?
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, Partido Novo, 3071.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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