O segurança contratado para proteger virou o executor. E levou quas…

Washington Sorio

O segurança contratado para proteger virou o executor. E levou quase seis anos para ser condenado.

Em junho de 2026, a 8ª Câmara Criminal do TJRJ confirmou a condenação de Carlos Diego da Costa Cabral a 29 anos e 11 meses pelo homicídio do contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid. O crime ocorreu em fevereiro de 2020. A motivação: disputa pelo controle de pontos de jogo do bicho e caça-níqueis na Zona Sul do Rio.

O caso revela não só um crime, mas uma estrutura.

Um mercado ilegal com território definido, hierarquia operacional e profissionais contratados para garantir segurança interna. Quando o interesse muda, o segurança vira ameaça. E o crime se resolve com outro crime.

Isso não acontece no vácuo.

Essas estruturas paralelas existem porque ocupam espaço onde o Estado não entrega ordem econômica nem segurança jurídica. O comerciante que opera na informalidade, o trabalhador que convive com essas regras no bairro e o contribuinte que financia um sistema de Justiça que leva anos para produzir resultado pagam a conta.

Seis anos entre o crime e a confirmação da condenação. Esse intervalo não é só burocracia. É o tempo em que uma estrutura criminosa opera, se reorganiza e recruta.

Gestão séria de segurança pública não se mede pelo número de operações. Se mede pelo tempo entre o crime, a responsabilização e a interrupção efetiva da estrutura.

O que não se mede, não se corrige.

Partido Novo | Rio de Janeiro

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo

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