O TCU debateu, em 2026, a rastreabilidade de emendas parlamentares com gestores municipais, citando a IN TCU 93/2024 e decisões do STF na ADPF 854 como marcos de um novo padrão de controle. O debate existe. A exigência legal existe. O que ainda falta é execução.
Essa é a distância que mais custa ao cidadão: não a ausência de regra, mas a regra que existe e não é cobrada. Emenda parlamentar sem destino claro não é problema de intenção. É problema de gestão. De quem aprova sem critério, de quem repassa sem rastreio e de quem fiscaliza sem consequência.
Para quem mora no Rio, isso tem endereço concreto. É a obra que começa e para. É o equipamento de saúde que chega sem equipe para operar. É o recurso que aparece no portal, mas não aparece no serviço.
Passei 30 anos em ambientes onde recurso sem controle na ponta vira custo sem resultado. Aprendi que transparência sem cobrança é decoração. Dado publicado sem meta é só número.
Gestão séria começa por uma pergunta simples: onde esse dinheiro chegou e o que ele entregou?
Quem não souber responder não deveria estar gerindo recurso público.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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