O vazamento de chorume no aterro sanitário de Seropédica veio à tona por denúncia de moradores, não por monitoramento do próprio sistema.
Foi a população que notou os caminhões-tanque, percebeu a mudança na coloração da água do córrego próximo e acionou as autoridades. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) realizou fiscalização após a confirmação do vazamento pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), conforme reportagem do G1 (7 de julho de 2026).
Isso revela um padrão que se repete: o controle ambiental funcionou depois do fato, não antes. A detecção foi acionada por quem mora ao redor.
Chorume é um dos líquidos mais tóxicos gerados por aterros sanitários. Quando atinge córregos e lençóis freáticos, o dano não é imediato e visível, é silencioso e cumulativo. Para quem vive na Região Metropolitana do Rio, isso não é dado técnico abstrato: é a água que abastece, o solo que produz e o ambiente que a criança usa.
A pergunta que o episódio deixa é objetiva: qual é o protocolo de monitoramento contínuo desse aterro? Quem é o responsável técnico identificado? Com que frequência os dados ambientais são auditados e publicados?
Um aterro sanitário não é uma instalação que se inaugura e se esquece. É uma operação de risco permanente que exige rastreabilidade, relatórios periódicos e responsável com nome. Controle que só age depois da denúncia não é controle. É resposta tardia com custo antecipado por quem mora perto.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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