Ofensas em plenário, representação no Conselho de Ética, pedido de desculpas horas depois e o partido levando o caso para análise nacional.
O episódio entre o deputado Daniel Soranz e o vereador Marcelo Diniz, em junho de 2026, passou rápido nos noticiários. Mas o que ele revela é mais duradouro do que o conflito em si.
O plenário é o espaço mais formal da representação política. É onde o mandato se materializa em palavra e voto. Quando esse espaço é usado para ofensa, o problema não é só de decoro. É de cultura institucional.
O pedido de desculpas veio. O protocolo no Conselho de Ética também. O PSD sinalizou que vai levar o caso à Comissão Nacional.
A pergunta que fica não é sobre esse episódio específico. É sobre o padrão.
Quantas vezes o Conselho de Ética é acionado e nada muda de fato? Quantas representações viram processo, processo vira punição e punição vira precedente?
Para o eleitor que acompanha de longe, o que fica é a sensação de que o sistema se autorregula apenas quando a pressão pública é alta o suficiente.
Isso não é responsabilização. É gerenciamento de imagem.
Responsabilização real exige protocolo claro, prazo definido e consequência proporcional, independentemente de quem está envolvido.
Passei 30 anos em ambientes onde conduta tem registro, prazo e consequência. Não porque as pessoas eram melhores. Porque o processo não deixava espaço para impunidade silenciosa.
A qualidade de uma instituição se mede pelo que ela faz quando ninguém está olhando. Não pelo que ela anuncia quando todo mundo está.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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