Pré-candidatos da direita reunidos em São Paulo, em maio de 2026, defenderam o fim da polarização como condição para governar. O problema é que “fim da polarização” sem método é só outro slogan.
O sinal concreto está no que ficou de fora do discurso: metas verificáveis.
Nenhuma fala conectou a proposta de pacificação institucional a indicadores de resultado. Quanto custa a interdição política em obras paradas? Quantas reformas foram bloqueadas por conflito entre Poderes nos últimos dois anos? Qual o prazo para reduzir o controle territorial de facções no Rio?
Sem número, sem prazo, sem responsável, a promessa de “nova agenda” repete o mesmo padrão que critica.
Para quem mora no Rio metropolitano, isso tem custo direto. Quando o debate nacional vira disputa simbólica permanente, saúde, mobilidade, segurança e saneamento perdem espaço na agenda. Não porque o dinheiro sumiu. Porque ninguém está gerindo com foco no que entrega.
A polarização não é o problema central. É o sintoma de um sistema que substituiu gestão por confronto.
Quem quer superar isso precisa mostrar como, com o quê e em quanto tempo.
Discurso sem métrica não é nova agenda. É a velha política com vocabulário diferente.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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