Promoções por bravura representam 40% das progressões funcionais na…

Washington Sorio

Promoções por bravura representam 40% das progressões funcionais na Polícia Civil do Rio. Há cerca de seis anos, eram em torno de cinco por ano. Na gestão do ex-secretário Felipe Curi, a média chegou a duas por dia.

Esse número não é apenas um dado de RH. É um sinal sobre como o sistema de carreira está sendo usado. Promoção por bravura existe para reconhecer atos excepcionais. Quando vira rotina, deixa de ser reconhecimento e passa a ser instrumento de gestão de pessoas por critério político, não técnico. O Ministério Público do Rio abriu inquérito para apurar se há irregularidades no processo.

Para quem está dentro da corporação e fez a carreira pelo caminho certo, o efeito é concreto: a progressão por mérito perde valor quando o atalho se torna regra. Para a população, o custo é mais sutil, mas igualmente real: uma instituição cujos critérios de avanço são opacos tem menos condição de exigir transparência de si mesma.

Carreira pública séria exige critério claro, métrica objetiva e processo auditável. Quando esses três elementos faltam, o problema não é o policial que recebeu a promoção. O problema é o modelo que permitiu isso em escala.

Gestão de pessoas não é detalhe administrativo. É o que define se uma instituição entrega resultado ou apenas aparência de resultado.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo

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