Quase três anos depois do crime, o suspeito ainda estava foragido, com mandado de prisão em aberto.
Gabriel de Oliveira Palmieri, indiciado por estupro coletivo qualificado contra uma adolescente em Botafogo, em agosto de 2023, se entregou à Polícia Civil do Rio em 10 de julho de 2026, segundo a CNN Brasil. Na véspera, agentes fizeram buscas nos endereços investigados e não o encontraram.
Ele se entregou. Não foi capturado.
Essa distinção importa. Quando o suspeito decide o momento da prisão, o mandado deixa de ser uma ferramenta do Estado e vira um convite.
Para a família da vítima, esse intervalo de quase três anos não é burocracia. É o tempo em que o sistema comunicou, na prática, qual era a urgência do caso.
O problema não é a Polícia Civil, que cumpriu seu papel ao indiciá-lo e emitir o mandado. O problema é a arquitetura que permite que um foragido com ordem de prisão em aberto por crime grave permaneça circulando por anos sem ser localizado.
Rastreamento de foragidos não é questão de recursos escassos. É questão de método, prioridade e integração entre sistemas. Quando isso falha, quem paga o custo é a vítima, não o processo.
Gestão séria de segurança pública mede o tempo entre o mandado e a prisão e responde por ele.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
Acompanhe também no Instagram: https://www.instagram.com/washingtonsorio/