R$ 730 milhões bloqueados. R$ 11, 1 milhões entregues. Essa assimetria diz tudo sobre como o dinheiro público funciona no Rio.
Em abril de 2026, o governador em exercício Ricardo Couto suspendeu a liberação de R$ 730 milhões do Fundo Soberano do estado, recursos aprovados nas últimas horas da gestão anterior para obras em 16 municípios. No mesmo período, o governo federal entregou R$ 11, 1 milhões em melhorias em hospitais universitários no estado.
Dois movimentos simultâneos, com escalas completamente diferentes.
O Fundo Soberano é formado por royalties do petróleo. Tem destinação regulamentada: saúde, educação e infraestrutura. Parte dos recursos aprovados foi direcionada para asfaltamento em cidades que ainda se recuperam das chuvas do início de 2026, como Petrópolis e Volta Redonda.
O bloqueio pode ter fundamento técnico. Ou pode ser apenas a troca de um gestor por outro, com as prioridades sendo reescritas do zero.
Esse é o padrão que mais custa à população: recursos públicos que existem, mas ficam paralisados enquanto se decide quem manda.
Quem mora em Volta Redonda ou Petrópolis não espera por disputa política. Espera por rua asfaltada, encosta contida e obra que sai do papel.
Gestão pública séria não começa do zero a cada troca de comando. Ela tem critérios técnicos, continuidade e prestação de contas.
Essa é a diferença entre administrar e gerir.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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