R$ 8.500 por uma caipirinha. Esse é o valor que um turista polonês …

Washington Sorio

R$ 8.500 por uma caipirinha. Esse é o valor que um turista polonês pagou na Orla de Copacabana, segundo a CNN Brasil, em julho de 2026.

O golpe é simples e conhecido: o vendedor oferece a bebida por R$ 40, cobra no cartão e altera o valor na maquininha. Nesse caso, além dos R$ 8,5 mil debitados, houve três tentativas adicionais que, somadas, ultrapassavam R$ 34 mil, conforme o relato da vítima à polícia.

O suspeito foi identificado e preso. A vítima o reconheceu. O sistema reagiu.

Mas o ponto que merece atenção não é a prisão. É a escala.

Copacabana concentra a maior densidade de aluguel por temporada do mundo, segundo levantamento citado pelo G1 em julho de 2026. O Rio tem mais de 48 mil anúncios ativos, também conforme o G1.

Um destino que atrai esse fluxo e ainda convive com golpes documentados, recorrentes e aplicados em plena orla não tem problema de policiamento pontual. Tem problema de gestão de ambiente urbano.

Para o turista, o risco é financeiro e imediato. Para o morador e o comerciante que trabalham honestamente naquele espaço, o custo é outro: reputação, concorrência desleal e a sensação de que o espaço público não é seguro o suficiente para gerar confiança.

Ambiente seguro não se constrói com operação após o fato. Se constrói com presença, rastreabilidade e resposta antes que o dano aconteça.

Gestão séria de espaço público mede o que acontece antes da denúncia, não só o que resolve depois dela.

Material informativo institucional sem pedido de apoio eleitoral - Lei 9.504/97.

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