Se a fila do SUS fosse uma empresa, ela provavelmente seria uma das primeiras áreas a passar por uma auditoria de processos.
Não apenas para saber quantas pessoas aguardam atendimento.
Mas para responder perguntas simples.
Quem define as prioridades?
Quanto tempo cada paciente espera?
Onde estão os maiores gargalos?
Quem acompanha esses indicadores?
E quem responde quando os resultados não aparecem?
Em qualquer operação complexa, filas são um sinal de que alguma etapa do processo merece ser analisada.
Às vezes o problema está na capacidade instalada.
Em outras, está na organização do fluxo, na integração entre sistemas, na definição de prioridades ou na gestão da informação.
Mais recursos podem ser necessários em muitas situações.
Mas recursos, por si só, não garantem que o atendimento aconteça com mais rapidez ou eficiência.
Na gestão, uma regra costuma fazer diferença: aquilo que é medido, acompanhado e corrigido tende a melhorar.
Aquilo que não é monitorado tende a se repetir.
Por isso, uma fila não deveria ser avaliada apenas pelo seu tamanho.
Ela deveria ser analisada pelas causas que a produzem e pelos resultados das medidas adotadas para reduzi-la.
Gestão pública eficiente não começa quando a fila diminui.
Começa quando alguém assume a responsabilidade de entender por que ela existe.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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