Segundo informações divulgadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro, o Estado acumula mais de R$ 1,3 bilhão em repasses pendentes para a saúde, incluindo valores destinados ao fornecimento de medicamentos para a rede pública.
Para quem depende do SUS, esse número deixa de ser estatística quando o medicamento não está disponível, quando uma consulta precisa ser adiada ou quando um tratamento é interrompido.
O desafio não se resume à existência de recursos.
Também envolve a capacidade de garantir que os repasses previstos sejam executados de forma tempestiva e cheguem efetivamente aos serviços de saúde.
Ao mesmo tempo, a Secretaria Municipal de Saúde desenvolveu o aplicativo MinhaSaude.Rio, descrito em artigo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva como uma iniciativa voltada à transformação digital no acompanhamento dos pacientes.
Ferramentas como essa podem contribuir para melhorar o acesso à informação e à organização dos serviços.
Mas tecnologia e financiamento não competem entre si. São complementares.
Um sistema digital eficiente não substitui o medicamento que precisa estar disponível na farmácia.
Assim como recursos financeiros, por si sós, não garantem atendimento de qualidade sem boa gestão.
Ao longo da minha trajetória profissional, aprendi que processos complexos exigem responsabilidades bem definidas, acompanhamento permanente e prestação de contas.
Na administração pública, esses princípios também fazem diferença para que políticas públicas produzam resultados concretos para a população.
Gestão pública eficiente significa transformar recursos, planejamento e tecnologia em serviços que funcionem na prática.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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