Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, o governo federal anunciou R$ 464,8 milhões para novos hospitais e investimentos em tecnologia no SUS.
Ao mesmo tempo, dados divulgados pela Prefeitura do Rio apontam um elevado volume de repasses estaduais pendentes, incluindo valores destinados à aquisição de medicamentos.
Esse contraste revela um desafio conhecido da administração pública: a distância entre o planejamento e a execução.
Enquanto uma esfera investe em infraestrutura, outra enfrenta dificuldades para manter o abastecimento de medicamentos e a continuidade dos serviços.
Para quem depende do SUS, o problema não aparece no anúncio.
Ele aparece quando a consulta é adiada, quando o tratamento é interrompido ou quando o medicamento não está disponível.
Ao longo da minha trajetória profissional, participei de processos de reestruturação em organizações complexas, nas quais recursos limitados exigiam prioridades claras, responsabilidades definidas e acompanhamento permanente dos resultados.
Essa experiência reforçou uma convicção: estruturas, investimentos e boas iniciativas só produzem impacto quando existe coordenação entre planejamento, execução e prestação de contas.
Na saúde pública, inaugurar hospitais é importante.
Garantir atendimento contínuo, medicamentos disponíveis e serviços funcionando é indispensável.
Gestão pública eficiente não escolhe entre uma coisa e outra.
Trabalha para entregar ambas.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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