Segurança pública virou pauta de fórum, debate e evento cultural. O…

Washington Sorio

Segurança pública virou pauta de fórum, debate e evento cultural. O problema é que o Rio não precisa de mais conversa sobre o problema. Precisa de gestão do problema.

O Fórum Rio 2026, na Arena Dicró, na Penha, reúne moradores, pesquisadores e gestores para discutir território, participação popular e políticas públicas. A iniciativa é legítima. Mas ela expõe algo que o debate político ainda evita dizer com clareza.

Quando a segurança vira tema de fórum e não de meta mensurável, é sinal de que o modelo de gestão falhou antes.

A Zona Norte do Rio concentra exatamente o que acontece quando o Estado trata segurança como disputa política em vez de entrega técnica. Comércio que paga taxa para funcionar. Escola que fecha mais cedo. Ônibus que não passa. Trabalhador que muda de trajeto para não cruzar com o problema.

Esses não são dados de violência. São dados de custo de vida.

O debate público em 2026 oscila entre dois polos: autonomia operacional da polícia de um lado, participação social e território do outro. Os dois têm razão parcial. E os dois erram quando se apresentam como resposta completa.

Segurança pública é problema de coordenação. União, estado, município, comunidade e setor privado precisam operar com meta compartilhada, dado integrado e responsabilidade clara por resultado. Sem isso, cada ator faz a sua parte e ninguém responde pelo todo.

Eu venho do setor privado. Aprendi cedo que problema complexo não se resolve com mais reunião. Resolve-se com quem define a meta, quem executa e quem presta contas.

Segurança sem métrica de resultado não é política pública. É administração do caos com outro nome.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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