TCE e MPRJ analisam denúncia de uso de jatinhos do estado para fins particulares durante a gestão Cláudio Castro.
O ponto aqui não é o escândalo em si. É o que ele revela sobre como o controle externo funciona, ou deixa de funcionar, enquanto o gestor ainda está no cargo.
Quando TCE e MPRJ chegam ao caso depois que o mandato acabou, a pergunta que fica é simples: o que estava sendo monitorado antes?
Controle externo que só age no passado não é controle. É registro histórico.
Para o fluminense, o custo disso é concreto. Cada real gasto fora da finalidade pública é um real que não foi para escola, para contenção de encosta, para posto de saúde.
Não é abstrato. É a conta que a população paga sem ter assinado o cheque.
Trabalhei por mais de 30 anos dentro de organizações em que auditoria não era evento. Era rotina. Onde o gestor sabia que seria questionado, antes, durante e depois de cada decisão.
Essa cultura não existe por acidente. Ela é construída, ou não é construída.
O problema não é um governador. É um sistema que ainda trata fiscalização como exceção.
Gestão séria começa quando o gestor age como se estivesse sendo auditado o tempo todo, porque deveria estar.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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