Toda decisão pública tem dois custos: o custo de agir e o custo de não agir. Só um deles aparece no orçamento.
O custo da ação é visível: contrato assinado, licitação publicada, verba empenhada. Alguém responde por ele, alguém o questiona, alguém o audita.
O custo da não ação some. A escola que não foi reformada não gera nota de empenho. A contenção de encosta que ficou no papel não aparece no balanço. O servidor que não foi capacitado não produz rubrica de desperdício. Mas todos esses custos existem, e quem os paga é o cidadão, em tempo, em risco e em oportunidade perdida.
Algumas gestões aprenderam a usar isso a seu favor. Não decidir é seguro. Não assinar é confortável. O erro por omissão raramente vira processo. O erro por ação, quase sempre.
O resultado é um sistema que pune quem age e protege quem espera. E um país que avança devagar não porque falta recurso, mas porque falta disposição para assumir o custo visível de fazer.
Gestão séria exige medir os dois lados da equação: o que foi gasto e o que foi perdido por não gastar a tempo.
Decisão adiada não é economia. É custo transferido para quem menos pode pagar.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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