Tratar o empreendedor como suspeito é uma política econômica disfarçada de regulação.
O sistema atual não foi desenhado para facilitar quem produz. Foi construído em camadas, cada uma com sua lógica própria, e o resultado é um ambiente onde abrir uma empresa, contratar alguém e pagar impostos exige mais energia do que o próprio negócio.
Quando o custo de operar é alto demais, o empreendedor não some. Ele migra para a informalidade, reduz a equipe ou simplesmente desiste. Quem paga essa conta não é o empresário. É o trabalhador que não foi contratado.
Segundo o Ipea, o spread bancário brasileiro é mais de doze vezes superior à média da OCDE. Isso não é dado abstrato. É o preço que o pequeno negócio paga para tentar crescer, enquanto grandes grupos com acesso a crédito subsidiado operam em outro jogo.
Algumas políticas públicas falam em apoio ao empreendedorismo e, ao mesmo tempo, encarecem cada etapa do processo produtivo. Não é contradição acidental. É o resultado de um sistema que nunca foi reorganizado com foco em quem gera emprego.
Gestão pública eficiente começa por uma escolha clara: o empreendedor é parceiro do desenvolvimento, não fonte de arrecadação a ser maximizada.
Quem dificulta quem produz não está protegendo ninguém. Está escolhendo um lado.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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