Três policiais civis presos por vender lotes dentro de uma unidade …

Washington Sorio

Três policiais civis presos por vender lotes dentro de uma unidade de conservação ambiental.

Não é invasão espontânea. É organização criminosa com agentes do Estado no centro do esquema.

O Gaeco e o Gaema prenderam, em junho de 2026, três policiais civis e o apontado líder do grupo por loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande. Quinze pessoas foram denunciadas. Um delegado foi alvo de busca e apreensão como investigado. Um policial militar também está entre os denunciados.

O esquema envolve estelionato, corrupção e crimes ambientais.

O comprador pagou por um lote que não existia legalmente, dentro de uma área que não pode ser parcelada. Perdeu dinheiro. E o parque perdeu cobertura.

Isso tem uma lógica clara: quando o agente que deveria proteger o território passa a monetizá-lo, o custo recai sobre quem mora ao redor, sobre quem comprou sem saber, e sobre o patrimônio ambiental que não tem como se defender.

O problema não começa na prisão. Começa antes, no momento em que o controle interno deixa de funcionar e o desvio encontra espaço para se organizar.

Controle que não detecta corrupção estruturada dentro das próprias fileiras não é controle. É ausência de gestão.

Quem ocupa cargo público carrega uma responsabilidade que não se negocia. Quando essa linha é cruzada, a resposta precisa ser rápida, visível e com consequência real.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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