Um baile funk com multidão de milhares de pessoas. Armados no meio …

Washington Sorio

Um baile funk com multidão de milhares de pessoas. Armados no meio da festa. Drogas, bebidas e produtos roubados sendo vendidos enquanto o DJ toca.

É o que a Operação Trinus descreveu sobre o Baile da Disney, na Vila do João, Complexo da Maré. A delegada responsável pelo Departamento de Polícia da Capital foi direta: o evento serve de cobertura para venda de material roubado, bebidas e drogas, e a renda gerada custeia cachês de artistas e a propaganda do próprio megaevento.

Isso tem uma lógica de negócio. Não é improviso.

O baile funciona como canal de distribuição, ferramenta de marketing territorial e mecanismo de lavagem de receita. Tudo ao mesmo tempo. Quem estruturou isso entende de operação.

O problema não é o funk. É o que acontece quando o Estado abandona um território por tempo suficiente para que outra organização construa ali uma estrutura econômica própria, com evento, público, fornecedor e caixa.

O morador da Maré que quer só dançar divide o espaço com uma operação criminosa armada. Não por escolha. Por ausência de alternativa.

Esse é o custo real do vácuo de gestão pública: não é abstrato. É a festa que não é festa. É a comunidade usada como cenário.

Segurança pública que funciona não começa na operação. Começa no modelo que impede o vácuo de se instalar.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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