Um ex-chefe de gabinete virou réu por rachadinha na Câmara de Vereadores do Rio. A Justiça aceitou a denúncia em junho de 2026.
O esquema é conhecido: funcionário contratado com salário público, parte do salário devolvida ao gabinete. Dinheiro do contribuinte circulando como se fosse propina interna.
O que chama atenção não é só o crime. É o endereço: o Legislativo municipal. A casa que deveria fiscalizar o uso do dinheiro público sendo investigada pelo mesmo desvio que diz combater.
Para quem mora no Rio, isso tem custo direto.
Cada real desviado em folha de pagamento fantasma é um real que não virou serviço, obra ou atendimento. A rachadinha não é abstração. É o buraco no orçamento que ninguém consegue explicar.
O processo agora segue para instrução. Réu não é condenado. Mas a aceitação da denúncia significa que o juiz entendeu haver indícios suficientes para julgar. É o sistema funcionando, ainda que devagar.
O problema não é só punir quem desvia. É construir estruturas que dificultem o desvio antes que ele aconteça: controle de folha auditável, transparência de vínculos e responsabilização de quem assina a contratação.
Gestão séria começa pela folha de pagamento. Quem não aceita auditar não está gerindo, está protegendo.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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