Um policial militar da ativa foi preso por participar do assassinato de um advogado morto a tiros no Centro do Rio em fevereiro de 2024.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou quatro pessoas pelo crime, segundo o G1 em agosto de 2026. O apontado como mandante é Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, descrito na denúncia como líder de organização criminosa ligada a jogos ilegais, contrabando de cigarros e homicídios. O policial Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou Fantasma, é um dos executores denunciados.
Esse caso não é só sobre um crime. É sobre uma estrutura.
Um agente do Estado, fardado e remunerado pelo contribuinte, operando como braço armado de uma organização criminosa. Não como desvio isolado. Como função contratada dentro de uma hierarquia paralela que tem mandante, executor e divisão de tarefas.
Para quem mora no Rio, o custo disso não é abstrato.
É o advogado morto na porta da OAB. É a desconfiança de quem deveria proteger. É o tempo que passa entre o crime, a investigação e a denúncia formal, enquanto a estrutura continua operando.
Quando um agente público usa o cargo para servir ao crime, o problema deixa de ser só de segurança. Vira um problema de gestão institucional.
Quem contrata, quem supervisiona, quem deveria ter identificado o desvio antes do disparo? Essas perguntas precisam ter endereço e responsável. Sem isso, a operação de hoje não impede o recrutamento de amanhã.
Segurança pública séria não se mede pelo número de prisões. Se mede pela capacidade de identificar e cortar o vínculo entre o Estado e o crime antes que ele produza resultado.
Washington Sorio
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Washington Sorio
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