Uma estrutura criminosa perdeu o chefe em janeiro de 2025. Em agost…

Washington Sorio

Uma estrutura criminosa perdeu o chefe em janeiro de 2025. Em agosto de 2026, ela ainda está sendo desmontada fase por fase.

A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do TJRJ decretou nova prisão preventiva de Monalliza Neves Escafura, filha do contraventor José Caruzzo Escafura, o Piruinha, após denúncia do GAECO/MPRJ por lavagem de dinheiro. Ela e outras 12 pessoas são acusadas de ocultar recursos obtidos com pontos de jogo do bicho controlados pelo clã. O mandado foi cumprido em agosto de 2026 dentro da Penitenciária de Gericinó, onde ela já estava presa desde maio, segundo a CNN Brasil.

O dado que importa não é a prisão. É o que ela revela sobre a estrutura.

Uma organização criminosa perdeu sua liderança histórica e não parou. Redistribuiu funções, manteve operação e continuou gerando receita. Isso não é improviso. É gestão paralela, com hierarquia, continuidade e divisão de responsabilidades.

Para quem mora no Rio, o custo não é abstrato.

Essas estruturas ocupam território, estabelecem regras próprias e drenam recursos que poderiam circular na economia formal. O trabalhador que convive com isso no bairro e o contribuinte que financia investigações longas pagam a conta todos os meses.

O caso exige não só reação judicial. Exige rastreamento financeiro contínuo, responsabilização de facilitadores e métricas que mostrem se o Estado está avançando ou apenas respondendo a fatos consumados.

Combater crime organizado sem medir avanço estrutural é gestão de aparência.

Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
Propaganda eleitoral — CNPJ 68.306.820/0001-40

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