Uma investigação sobre crimes sexuais contra adolescente começou por denúncia da responsável legal. Não por monitoramento. Não por sistema. Por uma pessoa que percebeu e avisou.
A Operação Submissão, realizada pela DRCI do Rio em conjunto com o NUCIBER da Polícia Civil do Paraná, prendeu em Belford Roxo um suspeito de estupro de vulnerável e de produção e armazenamento de pornografia infantil. O modus operandi: redes sociais e aplicativos de mensagens usados para abordar a vítima e exigir imagens e vídeos de conteúdo sexual.
O modelo de abordagem não é novo. É sistemático.
O que esse caso revela não é só a crueldade do crime. É a ausência de rastreamento ativo. A investigação só começou porque alguém denunciou. Isso significa que, sem essa denúncia, o esquema continuaria.
Para qualquer família com adolescente conectado, esse dado é concreto: o ambiente digital não tem fiscalização proporcional ao risco que representa. Plataformas operam sem responsabilização efetiva. O Estado reage quando é acionado, não quando detecta.
A cooperação entre estados funcionou. PCERJ e PCPR trabalharam juntos e produziram resultado. Isso mostra que integração entre forças é possível e eficaz quando existe método e coordenação.
O problema não é capacidade operacional. É que essa capacidade é ativada por exceção, não por rotina.
Proteger quem ainda não tem voz para se defender não é pauta secundária. É o teste mais básico de qualquer gestão pública que se leve a sério.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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