Uma investigação sobre crimes sexuais contra adolescente começou po…

Washington Sorio

Uma investigação sobre crimes sexuais contra adolescente começou por denúncia da responsável legal. Não por monitoramento. Não por sistema. Por uma pessoa que percebeu e avisou.

A Operação Submissão, realizada pela DRCI do Rio em conjunto com o NUCIBER da Polícia Civil do Paraná, prendeu em Belford Roxo um suspeito de estupro de vulnerável e de produção e armazenamento de pornografia infantil. O modus operandi: redes sociais e aplicativos de mensagens usados para abordar a vítima e exigir imagens e vídeos de conteúdo sexual.

O modelo de abordagem não é novo. É sistemático.

O que esse caso revela não é só a crueldade do crime. É a ausência de rastreamento ativo. A investigação só começou porque alguém denunciou. Isso significa que, sem essa denúncia, o esquema continuaria.

Para qualquer família com adolescente conectado, esse dado é concreto: o ambiente digital não tem fiscalização proporcional ao risco que representa. Plataformas operam sem responsabilização efetiva. O Estado reage quando é acionado, não quando detecta.

A cooperação entre estados funcionou. PCERJ e PCPR trabalharam juntos e produziram resultado. Isso mostra que integração entre forças é possível e eficaz quando existe método e coordenação.

O problema não é capacidade operacional. É que essa capacidade é ativada por exceção, não por rotina.

Proteger quem ainda não tem voz para se defender não é pauta secundária. É o teste mais básico de qualquer gestão pública que se leve a sério.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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