Uma jovem foi morta a facadas em Rocha Miranda. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o principal suspeito é o ex-marido.
A mãe disse que está dilacerada. Talvez não exista palavra mais precisa para descrever o que acontece quando o Estado chega tarde demais.
Infelizmente, esse padrão se repete.
Não porque falte legislação. A Lei Maria da Penha, que completa duas décadas, permanece como um importante instrumento de proteção às mulheres. O desafio continua sendo transformar a lei em proteção efetiva, no momento em que ela é mais necessária.
Isso exige delegacias estruturadas para atendimento ininterrupto, integração entre os órgãos responsáveis, protocolos claros de prevenção e uso inteligente de informações para identificar situações de alto risco antes que se transformem em tragédias.
O custo da ineficiência não aparece apenas nas estatísticas.
Ele tem nome, rosto e família.
Quando uma vítima poderia ter sido protegida e não foi, o problema deixa de ser apenas de segurança pública. Passa a ser um problema de gestão.
Proteger vidas exige mais do que boas intenções. Exige organização, coordenação e capacidade de agir antes que seja tarde.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro | Partido Novo
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