Uma mulher foi encontrada morta na Barra da Tijuca, em abril de 202…

Washington Sorio

Uma mulher foi encontrada morta na Barra da Tijuca, em abril de 2026. A polícia foi acionada após denúncia de violência psicológica.

Isso já diz muito antes de qualquer laudo.

Ana Luiza Mateus, 29 anos, foi encontrada caída na área de serviço do prédio onde morava. O namorado foi levado à delegacia. Horas depois, ele também foi encontrado sem vida.

A investigação ainda está aberta. A causa da morte, as circunstâncias da queda e a relação entre os dois eventos dependem de perícia do IML e de apuração policial. Nenhuma conclusão pode ser antecipada.

Mas há um dado que não depende de laudo: a denúncia de violência psicológica foi o que levou a polícia ao local. Isso significa que alguém viu, alguém ligou e o sistema foi acionado.

O problema é que, em muitos casos, esse acionamento chega tarde.

O Brasil registrou aumento no número de feminicídios nos últimos anos. Não por falta de lei. A Lei Maria da Penha existe há quase duas décadas. O desafio está na execução: delegacias sem estrutura, protocolos que não funcionam de madrugada e redes de apoio que não chegam antes da tragédia.

Gestão pública eficiente nessa área não é discurso sobre proteção à mulher. É delegacia funcionando às 3h da manhã. É protocolo que conecta a denúncia à ação antes que seja tarde.

O caso de Ana Luiza ainda será investigado. Mas o padrão que ele revela é conhecido.

E padrão conhecido sem resposta estruturada não é falta de informação. É falta de gestão.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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