Uma obra de recarga de carros elétricos no Aterro do Flamengo foi embargada após denúncia de derrubada de árvores.
O Aterro é patrimônio público. A obra tinha autorização. Mesmo assim, árvores foram derrubadas sem que o responsável aparecesse para explicar o que aconteceu antes do embargo.
Isso não é descuido pontual. É o retrato de um processo de licenciamento que aprova sem fiscalizar, que autoriza sem acompanhar e que só reage quando a denúncia chega de fora.
A pauta da mobilidade elétrica é legítima. O Rio precisa de infraestrutura de recarga. Mas a forma como essa obra foi conduzida revela um problema anterior à tecnologia: falta de gestão do processo.
Quem mora perto do Aterro, quem usa o parque, quem depende daquele espaço público não perdeu uma árvore por acidente. Perdeu porque ninguém estava olhando.
Eu passei décadas gerindo operações onde cada etapa tinha responsável, prazo e verificação. Não porque a lei exigia. Porque sem isso, o erro chega antes da entrega.
Modernizar a cidade é necessário. Mas modernizar sem método é só trocar o problema de lugar.
Gestão séria não começa na inauguração. Começa no planejamento, passa pela fiscalização e termina na prestação de contas.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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