Uma operação policial na Vila Kennedy, em maio de 2026, fechou 16 e…

Washington Sorio

Uma operação policial na Vila Kennedy, em maio de 2026, fechou 16 escolas e unidades de saúde ao mesmo tempo.

Um fuzil apreendido. Dezesseis pontos de serviço essencial paralisados.

A operação tinha objetivo legítimo: combater roubos e desmanche de veículos na região. Isso não está em discussão.

O que está em discussão é o protocolo.

Quando uma ação de segurança pública paralisa escola, posto de saúde e unidade de atendimento no mesmo movimento, o custo vai para quem menos pode pagar: a criança que não entra na sala de aula, o idoso que não consegue retirar medicamento, a gestante que precisava de consulta naquela manhã.

Esses grupos não têm plano B. Não têm carro. Não têm outra unidade de saúde a dois quilômetros.

O problema não é fazer operação. É fazer operação sem protocolo de continuidade de serviço.

No setor privado, isso tem nome: gestão de risco operacional. Antes de paralisar uma linha de produção, você mapeia o impacto, aciona contingência e comunica quem depende daquele serviço.

A gestão pública pode, e deve, fazer o mesmo.

Segurança e serviços essenciais não são pastas separadas na vida de quem mora na Vila Kennedy. São a mesma vida.

Coordenar ação policial com protocolo de manutenção de serviços não é burocracia. É respeito com quem depende do Estado para funcionar.

Quem entende de gestão sabe: o resultado de uma operação não se mede só pelo que foi apreendido. Mede-se também pelo que não foi interrompido sem necessidade.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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