UTI inteligente já funciona no Rio. No Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, segundo o Ministério da Saúde, o sistema já está operacional.
Ao mesmo tempo, a Defensoria Pública da União marcou para 25 de agosto um debate específico sobre os hospitais federais no estado, com pauta centrada em regulação de leitos, força de trabalho, abastecimento e continuidade do atendimento. Ou seja: o órgão de controle está monitorando exatamente o que a tecnologia, sozinha, não resolve.
Esse é o paradoxo que o debate público ainda não processou.
O Ministério da Saúde anunciou repasse de R$ 212,4 milhões para custeio da atenção especializada em estados, municípios e DF. A SES-RJ abriu concurso com 287 vagas para recompor quadros na saúde pública fluminense. São movimentos necessários. Mas recurso e vaga não fecham fila se o processo de regulação de leitos não funciona, se o prontuário não circula entre as unidades e se a gestão de cada hospital não tem meta de entrega com cobrança real.
Eu já conduzi transições em organizações com centenas de pessoas. O que aprendi é direto: quando você moderniza a ferramenta sem reorganizar o processo, o problema não some. Ele só fica mais caro.
Para quem usa o SUS no Rio, o teste não é a tecnologia instalada. É se a fila diminuiu, se o leito estava disponível quando precisou e se o atendimento aconteceu sem deslocamento de duas horas.
Investimento sem gestão competente na ponta não vira atendimento. Vira infraestrutura que impressiona no anúncio e decepciona na prática.
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. Partido Novo, 3071.
Washington Sorio
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